O “mais ou menos” é que me incomoda.
(Source: relicarios-de-nos)

Dias eu fico com uma nostalgia sem motivos, apenas bate, assim do nada. Dias eu fico chateada com qualquer um, falo coisas por auto-impulso e depois me arrependo de ter dito algo ou feito. Dias eu fico emburrada, sem tolerância alguma. Dias eu tenho motivos para estar triste, há esses dias já estão acostumado a passar por minha vida. Mais raramente vou te disser o que esta havendo comigo. Você pode me perguntar como estou, praticamente minha resposta vai ser ”tô bem”, por isso nunca acredite. As vezes eu falo isso por pura preguiça de explicar e mesmo se eu tentasse explicar, não ia entender do mesmo jeito. Por isso prefiro guarda pra mim mesma. É, sou bem complicada, até eu as vezes não me entendo. Minha vida não é dos piores; tenho família, não passo fome, tenho roupas , tenho o que calçar, tenho uma casa, um quarto, tenho um computador. Agradeço por tudo isso, disto eu não tenho do que reclamar. Mas também não são das melhores vidas; Eu sou tão substituível, eu sempre sou trocada. É como se eu fosse um objeto passado de mão a mão, e ninguém gostasse bastante pra ficar. Não tenho um alguém que me ame, que esteja comigo em todos os momentos, que me compreenda, que me complete; um namorado na verdade, este eu duvido que apareça. Me sinto invisível quando estou rodeada de pessoas; pessoas hipócritas, que na frente são uma coisa e por trás se transforma. Devo ter nascido pra ser sozinha mesmo, difícil é, mas tenho que me conformar. Sou tímida demais, isso me atrapalha tanto, me arrependo de não ter feito coisas, coisas que poderiam mudar minha vida completamente; mais essa timidez me impede de agir, de tomar uma atitude que mude tudo. Tenho que por um fim, nessa timidez. Não posso continuar com algo que só traga desgosto. Todos que passam por minha vida, depois de algum tempo se vão, sem nenhum rastro. Minha testa deve haver ”me abandone”. Enfim, tenho que me erguer, talvez isso seja apenas uma fase que terei que suportar até achar meu rumo. Andreia C. - (i-mpatient)

O problema não é gostar, é querer desgostar, mas o sentimento for incapaz de obedecer seu subconsciente por que já está iludido suficientemente com seu coração. Tudo o que vi nele, era incompreensível, era tudo o que faltava nas pessoas. Talvez já devesse saber tudo o que eu queria nos outros, ele tinha em dobro. Pudera-me querer esquecer o me faz falta. Reciclar momentos que não deveriam ter ido embora. Reatar pessoas que já se foram á tempo é querer esquecer a nostalgia de outrora que invade meu coração á instantes incompreensíveis. Poder amar com a mesma forma de poder esquecer logo depois, não que fosse realmente necessário, mas em certos momentos seria a solução mais plausível para salvar-me do desgosto da imensidão de vazio que habitas sobre mim. O desgaste de um só coração para tanto sentimento. Tanta gente incapaz de sentir, e eu querendo diminuir as doses de amor que toma-me diariamente, que me consome até me transformar em uma maquina de amor ambulante. Estou fora do contexto quando o assunto é se manter no lugar, não tenho a cabeça aos pertencentes certos, muito menos o coração. Habito-me a falsas expectativas de coisas inexistentes que não serão capazes de serem realizados, sonhos utópicos. Se pudesse esquecer pelo menos do maior deles, ah. Diz-me que você voltará. Que tudo o que passamos juntos não fora perda de tempo como eu imagino que tenha sido pra você. Que ainda me ama com toda intensidade que um dia pudera amar alguém, dê aquele seu sorriso cheio de meiguice e abraços confortantes e acolhedores. Hoje já não sei, mas o que eu sinto pela sua falta, sentimentos agridoces e compostos por desgastes emocionais. Tento não sentir nada, mas acabo sentindo muito. E ainda sinto por ti. Sinto tudo o que eu quisera não sentir, tentará esquecer, e pudera querer o menor de todos os sentimentos existentes. Implorava para não ser amor, mesmo sabendo que era. Por que sabia que mesmo que eu quisesse não era recíproco, é isso o que mais dói. Reviro noites pensando em jeitos de esquecer seu rosto, tirar-lhe das poucas horas que me mantenho em sonho. Penso-lhe todas as horas do dia, menos a noite, porque ai estarei sonhando com você. Não há mais ninguém que domina minha mente como você a dominou. E tudo o que eu sabia do amor, agora me faz mais sentido. Esse calor que me ofega no peito, a vontade de querer-lhe a cada instante, os passos contados cada vez mais perto de você, as horas marcadas no relógio pra te ver e os sorrisos que dou a cada vez que te vejo, é amor. O mais forte que já senti por alguém, o mesmo dos filmes clichês de perdura egocêntricos que me fazem saltitar sobre as lágrimas com aquele final perfeito onde todo mundo sempre acaba junto. Sempre quis que fossemos nós dois ali, juntos abraçados com todos aplaudindo nossos beijos. Felizes como só. Nossos rostos separados por centímetros de distância prestes a unir-se, nos formando um só corpo com dois corações que provavelmente se completariam quando algo fizesse falta. Desejo a cada dia que fosse as nossas juntas se unindo, o nosso coração se pertencendo, e quando eu for embora você iria atrás de mim, apagando todo ressentimento com um beijo. E se depois de tudo o que imagino pode ter certeza, o que desejo agora é por nós dois. E se isso não for amor, eu não sei o que é.
Stéfanie C.





